A ciência por trás da felicidade profissional

Por muito tempo a psicologia organizacional tradicional focou em estudar as doenças da mente, transtornos e estados de desordem que afligem os indivíduos dentro das instituições e que consequentemente abalam sua motivação e desempenho.

Com o passar dos anos sentiu-se a necessidade de observar também os aspectos relacionados as emoções e comportamentos positivos e de que forma esses fatores poderiam ser favoráveis para o desenvolvimento pessoal e profissional do colaborador, e colaborar para um bom funcionamento da empresa.

Nesse momento surge a Psicologia organizacional positiva. O bem estar, florescimento e engajamento no trabalho fazem parte deste tipo de estudo.

Podemos afirmar que o bem estar pode ser mensurável (segurança, higiene, qualidade de vida, etc.) ou não mensurável ( diz respeito ao comportamento afetivo e funcionamento psicológico tais como, confiança, otimismo, simpatia, sociabilidade, auto aceitação).

Um nível elevado de bem estar pode ser sinônimo de florescimento, que ocorre quando o individuo consegue desenvolver-se, mostrar seu potencial e ao mesmo tempo ter controle sobre sua vida pessoal e profissional.

Florescer refere-se a manter um bom equilíbrio e ter a experiência de viver a vida de forma ampla, aproveitando a aprendizagem, extraindo das situações desagradáveis lições importantes, buscando oportunidades de crescimento, enfim, ter automotivação e sucesso.

As situações negativas que ocorrem em nossa vida, fazem parte dela e sempre existirão, sua presença não impossibilita o florescimento mais sua proporção pode impedir que esta emoção ocorra.

No engajamento há realização e auto nível de entusiasmo por parte do colaborador, é a junção dos dois fatores citados anteriormente e mais alguns outros tais como, satisfação com salário, domínio no desempenho das atividades, perspectivas de crescimento, bom relacionamento com colegas de trabalho.

Caracteriza-se pelo vigor e dedicação capaz de produzir ótimos resultados, tanto para o indivíduo (crescimento e desenvolvimento pessoal), quanto para organização (qualidade na produtividade e desemprenho).

Desta forma, diante de todos os aspectos apresentados, podemos verificar a importância de uma analise integral no comportamento dos indivíduos em relação a sua satisfação com a organização, seu bem estar, nível de florescimento e engajamento no trabalho.

Feedbacks, transparência na relação trabalhista, acolhimento, interação e boa comunicação entre o grupo são fatores primordiais e que colaboram para que essas emoções fabulosas ocorram cada vez mais dentro das empresas.

Nós sabemos que esta realidade ainda não é encontrada na maioria dos cenários profissionais em nosso país, mas cabe a cada um de nós, decidirmos o que queremos para nossa vida profissional, e ir em busca deste objetivo.