A empresa contratante pode agir com autoridade com um profissional terceirzado?
Se uma empresa contratante age com autoridade e controle sobre um profissional terceirizado, isso pode levar a algumas consequências negativas e potenciais riscos legais. Quando a empresa contratante exerce um nível excessivo de autoridade e controle sobre os profissionais terceirizados, pode ser caracterizado o fenômeno conhecido como “pejotização” ou “falso profissional terceirizado”. Isso ocorre quando, na prática, o profissional terceirizado é tratado e desempenha suas funções como se fosse um funcionário regular, mas é formalmente contratado como terceirizado.
As principais consequências e riscos dessa prática incluem:
Vínculo empregatício: Se um profissional terceirizado estiver sujeito a um controle excessivo e a uma relação de subordinação direta com a empresa contratante, pode ser configurado o vínculo empregatício entre o terceirizado e a empresa contratante. Nesse caso, o terceirizado pode reivindicar seus direitos trabalhistas como se fosse um funcionário regular, incluindo férias remuneradas, 13º salário, FGTS, horas extras e outros benefícios, mesmo que a relação formal seja com a empresa terceirizada.
Autuações fiscais e trabalhistas: Se os órgãos fiscalizadores (como a Receita Federal e o Ministério do Trabalho) constatarem que há uma prática de “pejotização” ou fraude na terceirização, a empresa contratante pode ser autuada e penalizada com multas, impostos não pagos e outras sanções.
Reclamações trabalhistas: Os profissionais terceirizados podem buscar ações judiciais contra a empresa contratante, reivindicando direitos trabalhistas não concedidos e o reconhecimento do vínculo empregatício. Isso pode gerar custos financeiros e desgaste para a empresa contratante.
Danos à reputação: A empresa contratante pode sofrer danos à sua reputação e imagem perante clientes, fornecedores e o público em geral, caso seja revelado que ela está envolvida em práticas consideradas antiéticas ou ilegais.
Para evitar essas consequências, é essencial que a empresa contratante estabeleça uma relação adequada com os profissionais terceirizados, respeitando a autonomia e independência da empresa terceirizada e garantindo que o terceirizado não seja submetido a um controle excessivo em suas atividades. Toda cobrança deve ser direcionada a empresa terceirizada, para que esta sim, possa agir sobre este seu funcionário.
É recomendável buscar a assessoria de profissionais especializados em direito trabalhista e tributário para garantir que a terceirização esteja em conformidade com a legislação vigente e que a empresa esteja protegida contra riscos potenciais.
Lula Moura
Administrador com especialização em gestão de pessoas, consultor de carreira e marca pessoal, líder coach e analista comportamental. Na P Mais atua como gerente de operações.
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